Mostrando postagens com marcador Teardrops. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teardrops. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de maio de 2013

Teardrops - Lagrimas- Capitulo 16

"E seguiu tocando a vida. Porque, no fundo, sabia que era tudo o que podia fazer. Viver e ter esperanças."
A cidade do Sol.


Justin POV's

- Grace - eu chamava pelo seu nome e ela não respondia, era como se ela não estivesse presente. - Grace, fica comigo - Ela aos poucos foi recuperando os sentidos.
- Fui ele - ela disse quase como um sussurro - ele que matou ela - ela chorava compulsivamente 
- Eu... Eu sinto muito - eu disse por fim abraçando-a 
Ela secou as lagrimas, me abraçando fortemente, que nem sei como consegui respirar.
- Ele, ele confessou tudo - ela disse e pude notar a dor em seus olhos e em cada palavra.
- O que pretende fazer? - era meio obvio
- não sei - ela disse ainda estirada no chão - eu ainda não tenho provas, mas posso conseguir, eu acho... Mas quero vingança 
- do que esta falando? - não estava gostando do rumo da conversa
- nada - ela disse e desviou os olhos dos meus - só estava pensando, eu preciso ter uma conversa com ele, tipo, a sós, e fazer ele confessar tudo, e depois, bom... depois entregar para a policia. Eu preciso disso, preciso fazer isso, assim, estarei vingando ela. Estarei tirando um peso das minhas costas. Uma culpa que carrego dentro de mim, até mesmo sem perceber...
- você não tem culpa - eu disse passando a mão de leve em seu rosto - você sabe disso..
- sim, eu sei, mas no fundo, eu me culpo - ela disse cabisbaixa e eu a abracei
- tudo vai dar certo, estou com você nessa.

Grace POV's

Eu não podia simplesmente contar meus planos para ele. Se assim fizesse, ele nunca me apoiaria, ele barraria na hora. Eu sei que é arriscado de mais, mas é necessário.  Para vingar minha mãe, o sangue deverá ser derramado. Se assim não for, eu nunca estarei em paz.
O plano era simples, primeiramente, eu teria de conseguir falar com Peter em um local afastado. Um galpão... Conseguir uma arma e um gravador, e minha vida estava feita.
Justin não saberia da parte da arma, talvez quando descobrisse, me deixasse... Mas, se fosse necessário perde-lo, assim eu faria.
Estava tudo no esquema, ele me levaria até o local, e depois me deixaria lá, sozinha. Assim que eu terminasse eu ligaria para ele, que iria me buscar e eu fingiria que nada aconteceu. Claro, ele iria com certeza saber que foi eu, depois que saísse nos jornais e tv. Mas, eu tenho meus motivos, certo?
Ele parou o carro na frente do galpão, direcionei minha mão até a maçaneta do carro, e quando fui abrir, ele me impediu.
- Tem certeza que quer fazer isso sozinha? - seus olhos transmitiam preocupação, apenas assenti - Grace, eu te amo tanto..
- Eu também te amo muito. - eu disse, poderia ser a ultima vez, mas era necessário. Avancei para seus lábios com um desejo incontrolável. Abracei-o tão forte, eu tinha medo de perde-lo. Era difícil  tomar essa decisão com certeza foi difícil  Mas, não tinha mais volta. Eu precisava fazer isso. Lentamente direcionei minha mão até a maçaneta do carro, e abri. Virei meu corpo para a parte de trás do carro, e levantei. O que eu menos esperava aconteceu, a arma que estava presa na minha calça caiu, e em um relasse Justin viu.
- O que é isso? - ele disse olhando para mim, e para a arma que estava no banco do carro, ele não tinha coragem de pegar na mão.
- Eu preciso fazer isso... - eu disse como em um sussurro 
- Não. Você não precisa. Isso é loucura.
- Desculpa, mas eu vou fazer isso, e você não vai me impedir.
- Tudo bem, faça o que quiser, mas não conte comigo. - ele disse e virou o rosto olhando para a rua, senti a dor em seus olhos.
Peguei a arma do banco, prendi na minha roupa e fechei a porta, assim que fechei ele acelerou o carro, sem olhar para trás.
As lagrimas eram mais fortes do que eu, era quase impossível  Eu sabia que ia perde-lo, mas era um risco que corria, e independente de qualquer coisa, foi  o certo.
Redirecionei meu caminho até o galpão, com a arma escondida no mesmo local de antes. Empurrei a grande porta, encontrando Peter sentado lá, de costas. Era uma ótima oportunidade certo? Liguei o gravador, ele ainda não tinha me notado.
Limpei a garganta chamando a atenção, ele rapidamente olhou para trás, um sorriso diabólico se formou em seus lábios. 
- Oi órfã - ele disse com aquele sorriso sempre em seu rosto.
- E ae assassino - eu disse entrando no joguinho - qual vai ser sua próxima vitima?
Ele deu um riso de lado. - Não sei... Estava aqui justamente analisando as possibilidades.
- Nossa, que bom. Você fez isso com minha mãe também? analisou pra ver se ela seria uma boa vitima? - eu estava sendo o mais fria possível, precisava induzi-lo a verdade.
- Não, eu conheci ela por acaso, ela se apaixonou, não tenho culpa se sou irresistível.
- Se fosse irresistível teria me conquistado e não em abusado.
- É você tem razão, mas foda-se o que ta feito, ta feito.
Respirei fundo, segurando as lagrimas ao máximo.
- Eu só queria entender, o porquê.
- Grace, Grace. Você sempre foi uma menininha muito charmosa, eu não resistir.
- Isso é doentio - meu estomago se revirou e senti uma repulsa.  
- É o que dizem - ele disse com um sorriso sacana no rosto - mas então, você quer relembrar os velhos tempos?
- Cala boca, eu tenho nojo de você - eu explodi, já não estava conseguindo levar isso muito longe, já tinha conseguido a confissão.
- Sabe Grace, eu fico me perguntando. Por que você nunca me denunciou? Aí eu me lembro, você é fraca que nem sua mãe. E sabe, você não vai me denunciar, mesmo com esse gravador ali, acha que não percebi? Sabe por que? Porque eu sei cada passo seu, eu sei do seu namoradinho e sei dos encontros que vocês tinham e tem. Se achou mais esperta? Esta enganada.
Engoli em seco. "droga"
- E você Grace, não vai abrir a boca se não, muito sangue vai rolar. Todas as pessoas a sua volta iram pagar, seus amigos, seu namorado, seus professores, e todas as pessoas da sua escola e você vai sofrer muito sabendo que foi responsável pela morte de todas as pessoas do seu facebook, e depois de se torturar por muito tempo, eu vou te matar. 
- Eu não tenho medo de você
- Serio? A não tem? Você sempre teve medo, nunca teve um vida social. Igualzinha a vadia da sua mãe que comia na minha mão - já não contia as lagrimas, falar da minha mãe é uma coisa, agora chama-la de vadia é outra completamente diferente - ou você acha que ela sabe quem é seu pai? - nunca soube quem ele é, talvez foi o melhor, ou não. Não sei, qualquer coisa seria melhor do que esse cara.
- Cala sua boca, você não tem moral pra falar dela - eu já gritava e chorava
- Órfã da vadia - eu já não aguentava mais, em um golpe rápido  passei a mão nas minhas costas e tirei a arma, apontei pra ele e dei dois tiros no peito. Ele passou a mão no sangue e olhou para mim surpreso, e abriu um sorriso - igualzinha a mim. - dito isso ele cai no chão. 
Meu corpo começou a pesar e cai de joelhos no chão. Ele tinha razão, eu estava me comportando igual a ele, mas eu não era assim era? Eu estava me sentindo a pior pessoa do mundo. Como eu pude fazer isso?
- Pai... - eu ouvi a voz de Cristine. Como? Como ela estava ali? - O que você fez Grace? - eu não falava nada, só olhava pra ela tão assustada quanto, eu estava em transi. - como você pode? - ela chorava, se debruçou no corpo dele e chorava compulsivamente chamando por ele.
- Eu sinto muito - foi a unica coisa que consegui dizer, ela tirou uma arma que estava na roupa dele,-  então, eu era a próxima vitima - se levantou e apontou para mim. Eu fiquei perplexa, não acreditando que ela seria capaz, mas eu também não seria capaz certo? e mesmo assim eu o fiz. Sem pensar duas vezes, ele puxou o gatilho e deu um tiro certeiro no meu peito. Eu olhei pra ela com os olhos cheios de lagrimas. Muitas coisas viam na minha cabeça o tempo todo. Minha vida passava em flashes. Minha mãe tocando para mim, Peter fazendo e dizendo coisas horriveis. E a ultima coisa que veio na minha cabeça foi ele. 

Justin POV's

Não conseguia dirigir, pensava somente nela e no que ela seria capaz. Parei o carro no estacionamento estasiado pelo momento que havia passado. Encostei minha cabeça no banco e tudo passava em minha mente, seu sorriso, suas lagrimas. Logo, pude ouvi uma sequencia de dois tiros. Estava feito. Fechei meus olhos e respirei fundo. No que ela havia se transformado? Ela pegou todas as lagrimas e dores que tinham em seu peito e transformou nesse monstro. Mas não podia culpa-la, não podia não dar razão. Logo, ouvi um novo tiro. O que estava acontecendo? Liguei o carro e direcionei meu percurso até o local que havia deixado-a. Parei o carro de qualquer jeito e entrei, com medo do que podia ver. Tinha medo, e acho que nunca senti um medo tão forte dominar o meu ser. Entrei no local e dois corpos estirados nos chão, um dele e o outro dela...  Logo, corri até seu corpo, ele estava acordada, mas pálida, gélida e soada. Ela sorriu ao me ver.
- Eu sinto muito - ela disse sorrindo - eu te amo tanto, é tão bom saber que você vai ser a ultima imagem que verei - ela disse sorrindo, um sorriso lindo, mas ao mesmo tempo triste.
- Não diga bobagens Grace, você tem muito para viver ainda. - eu disse com uma dor em meu peito.
Ela negou - não vou, eu sei que não, só quero que diga que me ama, se assim for, e que sempre vou ser uma lembrança boa para você.
- eu te amo Grace, mas você tem que prometer que vai ficar comigo para sempre.
- Nos seus sonhos, eu prometo te visitar - ela disse e logo se calou.
Eu perdi a minha Grace, e a culpa era toda minha.

-.-

Ela estava na UTI, as chances eram poucas mas não descartáveis. Cristine estava aqui também, ela havia tentado se matar logo em seguida, as chances dela era melhores, e ela não iria para a cadeia, alegaram ser auto-defesa. Grace podia ficar em coma por anos e anos, eu nunca desistiria dela. Bea estava junto comigo no hospital, me dando apoio.
- Justin, a culpa não é sua, ela sabia os riscos. 
- Eu não devia ter deixado ela ter feito essa loucura.
- Bieber, Bieber. Você foi um anjo na vida dela, mas até os anjos falham.
Eu não podia acreditar, eu só podia ve-la pelo vidro, e talvez nunca mais pudesse toca-la e te-la para mim. Era a pior tortura do mundo. Eu queria estar no lugar dela, seria tão mais fácil.
Passava os dias e as noites na sala de espera, e ninguém me tirava dali, até falavam que era para mim descaçar, mas a verdade é que eu nunca ficaria sossegado sabendo que ela poderia morrer a qualquer momento, que ela estava morta e viva ao mesmo tempo. Eu só queria abraça-la e dizer que tudo ia ficar bem. Eu queria ser o motivo pelo qual ela não desistiria, o motivo de seus sorrisos e nunca de suas lagrimas.
O doutor logo chegou na sala de espera.
- Quem esta com Grace Linton? 
- Eu, eu sou seu namorado.
- Ela acordou - ele disse com um sorriso - mas as noticias não são tão boas.
Como não? Minha Grace acordou certo? Isso já era a melhor noticia que eu poderia receber não é mesmo?
- Como não? - questionei.
- Me acompanhe
Segui ele até o quarto em que levaram ela, ele mandou eu entrar, levei minha mãe lentamente até a maçaneta e girei. Ao abrir a porta, não encontrei-a na cama, ela estava na janela, olhando a chuva que não parava de cair.
- Ela não fala nada, mal come e sempre olha para o nada, sem desviar o olhar. Ela sofreu emoções muito fortes e surtou. É como se desse um curto nela. Ela vai ser internada em uma clinica psiquiátrica. Sera a unica solução. 
- Tudo bem - eu disse e comecei a andar até ela, a abracei de lado. - eu prometi guardar o melhor de você e assim farei, eu nunca te abandonarei, eu te amo muito Grace, volta pra mim, fica comigo, não me abandona, você é meu ar, meu mundo, minha vida. Eu preciso de você pra conseguir atravessar esse mar louco que se chama vida. Eu preciso do seu sorriso todos os dias. Volta pra mim. - ela nem moveu-se, nem piscou, continuou intacta. Isso partiu meu coração em milhões de pedaços. 

-.-

Foi a melhor saída, a unica solução. Poderíamos ter feitos muitas coisa. Deixado ela naquele quarto, a deixado do jeito que esta. Abandonado-a. Mas minha mãe me ajudou e conseguimos uma boa clinica para ela. Ela ficaria um mês. E depois, sairia. Eu estava esperançoso, ela iria conseguir se recuperar rápido  mas passou um mês e nada. Eles iriam desistir dela, mas insistimos para eles não fazerem isso. E o tempo foi passando, minhas esperanças ia passando também. Já não acreditava que ela poderia se recuperar, já não acreditava que ela voltaria para mim. Mas eu não queria desistir dela, do nosso amor.
Muitas pessoas falavam que era o melhor a fazer. Desistir. Mas eu era a unica pessoa que estava ao seu lado, a unica pessoa no mundo todo que se importava. Como eu podia abandona-la? Eu não podia. Mas isso estava indo longe de mais. Todos diziam que eu precisava tomar uma decisão, e por mais duro que fosse, eu precisava seguir minha vida.
Como todos os dias, segui até a clinica e encontrei ela, no mesmo lugar. Sentada em uma cadeira embaixo de uma arvore vendo o lago que tem lá, ela olha aquilo com uma sinceridade no olhar indescritível. Me aproximei dela e beijei sua bochecha. Peguei em sua mão e olhei para ela.
- Grace, faz tempo que você esta aqui, não é mesmo? Você sabe o quanto eu tenho vindo aqui nos últimos meses. Tenho vindo aqui, na esperança de te ver boa, e voltar a ser o que era antes. Talvez, só talvez, isso não seja possível  e você sempre esteja aqui. Mas, eu tenho que seguir minha vida certo? Eu congelei no tempo e parei minha vida por 1 ano. Tenho vivido em função de você o tempo todo. Eu não quero desistir de você, eu não posso. Mas eu tenho que seguir minha vida, eu sei, vai ser doloroso para ambos, mas é necessário  Eu só preciso de um sinal, um movimento, uma palavra... qualquer coisa que mostre que você vai se recuperar. Eu sei que você esta ali Grace, eu sinto isso. Não me faça ter de abandona-la. Mostre-me, me de um sinal. Eu te amo tanto e não quero ter que deixar você, e saiba que vou te amar pra sempre, pois esse é o sentimento mais verdadeiro que tenho dentro de mim. - Respirei fundo, esperei por um momento, e nada. No fundo eu sempre soube que ela não iria responder, mas eu não queria deixa-la, mas era necessário. A vida segue. - Tudo bem, esse é um adeus, quem sabe, a gente se encontre no final. Eu te amo - e dito isso, eu senti, ela apertando minha mão. Olhei para ela e lagrimas corriam em seu rosto compulsivamente. Não pude deixar de sorrir. - Eu te amo - Ela sorriu, e apertava cada vez mais minha mão, e eu senti dentro de mim uma coisa muito forte que nada nem ninguém iria conseguir mudar, eu amava ela tanto. E eu sei que estávamos juntos novamente.


FIM


E ae povo, o que acharam? eu sei que queria um final mais feliz e tal, mas a vida nem sempre é como queremos, e pode ser uma história fictícia mas devemos sempre ter isso em mente, nada é como queremos.
Abuso é algo muito serio, se você sabe de algum caso ou até mesmo é vitima, não exite em denunciar. 
Espero que tenham gostado, eu escrevi com muito carinho e espero sinceramente que consegui atingir as expectativas. Eu quero pedir para que todas vocês comentem o que acharam do final, vai ser muito importante para mim.

Se quiserem perguntar qualquer coisa sobre o final é só me procurar na ask polianakl

Beijos da Poli - @withsw4g






segunda-feira, 6 de maio de 2013

Teardrops - Castelo de areia - Capitulo 15

"Todos falam que, quando você cai, você precisa aprender a se levantar, mas nunca me disseram que depois de se levantar, você precisa andar como se não sentisse nenhuma dor."

- Gossip Girl


Esses últimos dias tem sido tão diferentes para mim... Me sinto mais livre e renovada. Tenho saído mais e tenho menos medo. Mas, por outro lado, Justin esta distante. Parece que ele tem medo de "ir longe de mais"
Apesar de tudo, eu estou feliz. Estou com ele e estando com ele nada mais importa. Meu aniversario se aproxima cada vez mais, e sendo assim, logo logo as empresas Linton, ou boa parte dela, e essa cada ficaram sobre meu domínio, e nada nem ninguém vai poder tirá-la de mim.
Os dias passavam rápido e o grande dia estava cada vez mais próximo. 
O dia amanheceu lindo, o sol transbordava brilho e eu nem me importava dele adentrando cedo pela janela.
Iria ser hoje, iriamos ao tribunal resolver legalmente, eu mal podia esperar.
Ia ser a tarde, depois da aula.
Chegando na escola, eu pulei no pescoço do Justin como nunca tinha feito antes.
- Parabéns Grace, minha menina cresceu - ele disse e logo em seguida atacou meu labios.
- Hoje é o melhor dia da minha vida
- Nossa, não sabia que queria tanto ter 18 anos 
- Hoje é audiência - eu disse fitando seus olhos
- A é mesmo, você quer que eu lhe acompanhe?
Neguei.
- Tudo bem. 
Ele disse e me abraçou, e me beijou e eu era a pessoa mais feliz do mundo.
- Preciso fazer isso sozinha sabe, eu espero por esse dia a minha vida toda - soltei um suspiro
- Entendo - ele disse com um sorriso se formando no rosto. Não pude deixar de sorrir. Era contagiante, era algo sobrenatural. Uma força além do que se conhece. Ele tinha total domínio sobre mim.
Logo a tarde se aproximava, e com ela, a audiência. Eu estava feliz, mas ao mesmo tempo apreensiva e com medo.
Medo de que tudo de errado, que todos os meus sonhos sejam destruídos como um castelo de areia. Me manter confiante. Fiz essa promessa pra mim mesma, e ficar repetindo na minha cabeça mais de milhões de vezes só me deixa mais nervosa. Eu tinha que medir as minhas palavras, para não falar algo que não devo.
O advogado que costumava ser da minha mãe, me acompanhou na audiência, demorou uma eternidade.
No fim tudo poderia ficar bem, não poderia? Eu iria para casa, a minha casa. Boa parte da empresa Linton seria minha, então esse seria um passo na minha vida, eu iria ter mais responsabilidades.
No testamento minha mãe foi muito clara ao dizer que a casa e a maior parte das ações deveriam ser minhas, eu não sabia da parte da empresa, fiquei muito feliz. Finalmente teria minha vida de volta.
(...)
Estava encostada na escada vendo Peter e Cristine descerem com a mudança pouco a pouco. Não escondia minha alegria, o que deixava Peter furioso.
- Grace, espero que sempre possamos ser irmãs... ou amiga?!?! - Disse Cristine, o descontentamento era evidente em sua voz
- Vai sonhando - disse com um sorriso irônico no rosto.
Ela deu ombros desapontada e continuou levando suas malas para o carro. Nunca percebi o quanto de roupa essa menina tinha...
Logo ela partiu, ficando só Peter para as ultimas fazer as ultimas mudanças.
- Pensei que iria falar tudo pra policia - ele disse com um sorriso ameaçador nos labios.
Eu ri sem vida
- Pra que? Pra você acabar com minha vida mais do que já acabou?
- Você é igualzinha a sua mãe - ele disse com o mesmo sorriso.
- Do que você esta falando?
- Oh. A garotinha chorona não sabe - ele disse 
- Sabe do que?
- Você é fraca, igualzinho a ela.
- Cala boca, quem você é pra falar da minha mãe? - aquilo me deu mais raiva do que qualquer coisa na minha vida.
- Ela morreu por sua culpa.
- Do que você esta falando - lagrimas eram inevitáveis
- Sua mãe, tão burra. Ela sabia de tudo, e ao invés de ir direito na policia ela veio tirar satisfações, bom, eu não podia deixar ela me entregar podia? 
- Do que você esta falando - gritei
- Você não lembra?
Naquele momento tudo ia ficando nítido em minha cabeça
"Mamãe" eu disse como uma criança inocente " o que foi Grace?" ela disse com a maior paciência do mundo "Por que o tio Peter fica passando a mão em mim e falando que ele quer  fazer coisas comigo?" eu disse inocentemente e nunca poderia imaginar que isso tiraria sua vida.
- Você não fez isso fez?
- EU MATEI SUA MÃE - ele gritou vitorioso.

Narração 3ª Pessoa

A garota estava com o mundo desabando, ele se lembrava de cada detalhe daquele dia.

Flash Back ON

- Peter - gritava a mãe da garota a procura do homem que destruía pouco a pouco a infância da menina.
- Sim amor - ele responde aos seus chamados
- Cala boca, eu sei de tudo
- Do que você esta falando?
- Eu sei o que você faz com a minha pequena Grace
- Eu não faço nada - ele disse inocentemente
- Cala boca seu cretino, eu odeio você, e você não vai sair impune
- Do que esta falando? Acha que tenho medo?
- Deveria.
- Por quê? - ele disse ameaçador
- Eu vou na policia  - ela disse e deu as costas.
Ele soltou um risada abafada e amaldiçoou a menina.
Mas ele não queria ir pra cadeia, queria? Rapidamente ele revirou suas coisas atras de uma arma que lá ele tinha escondido. Pegou aquele objeto gélido e sorriu, um sorriso doentio.
Sem ninguém perceber ele chegou ao primeiro piso e ficou esperando a mãe da menina descer as escadas.
Assim que ela desceu, ela viu aquele homem encapuzado em sua frente, ela sabia de quem se tratava. Ela olhou assustada e sabia que seria seu fim. Mas ela não imaginava que a menina estava presenciando a cena, ninguém imaginava.
Um disparo certeiro foi o suficiente. A bala rasgou seu peito como alguém rasga um papel. Ela foi caindo no chão, sua visão ficou turva e ela viu a menina vindo em sua direção desesperada.

Flash Back OFF

- Por que fez isso? - Grace pedia entre lagrimas e soluços.
Ele se aproximou dela e segurou seu rosto
- A menininha da mamãe falou de mais - ele disse e riu diabolicamente e saiu do local.
A menina se encostou na parede com seu mundo destruído e fui caindo lentamente.
A sua dor era como de uma faca no seu peito. Ela sempre quis a verdade e quando finalmente tem, é pior do que pensava. E a culpa era sua. Ela sentia novamente seu mundo sendo destruído como um castelo de areia. A onda forte destruía todas as suas estruturas, e por mais que ela tentasse se manter em pé era em vão. A dor era inevitável.
Tudo que ela mais desejava era morrer, era estar no lugar de sua mãe. Nada poderia fazer ela querer permanecer viva, nem o amor do garoto. Ela se sentia imprestável. Nunca chorou tanto em sua vida, sua dor nunca iria sumir. Tudo que ela queria era sua mãe dizendo que tudo iria dar certo. Mas ela sabia que nunca mais a veria.
A porta da sua casa foi aberta lentamente. E a imagem do garoto foi surgindo. Por mais que ela quisesse correr até seus braços, ela não conseguia. Ela não conseguia se levantar, ela não conseguia falar. Ela só chorava. Ao ver a imagem da garota no chão, ele correu até ela desesperado.
- Grace. Grace, o que aconteceu? - ele perguntou, o desespero era evidente em sua voz. A garota não conseguia falar, por mais que tentasse era em vão. A sua voz não saia. Ela mal conseguia manter-se acordada, manter-se com os olhos abertos. Mal conseguia respirar. Ela só queria morrer, para não sentir mais essa dor.

Continua.

Fala povo, o que acharam?
Minha primeira narração em 3ª pessoa. Eu amei.
Então, próximo capitulo é o ultimo. 
O inicio ficou podre de mais eu sei hahah ficou confuso mas enfim...
Aqui a capa da próxima fic:



Fiz com o maior carinho, estou pensando em fazer uma alteração e tal, mas não sei ainda haha

Sigam-me no Instagram aqui

E ouçam esse audio, que é o que eu a Mayara e a Jaqueline fizemos quando estamos juntas - somo um bando de desocupadas - eu sou a entrevistadora, a Mayara o Justin e a Jaqueline a Jubileca. E digam o que acharam lol. AQUI. Foi em fevereiro - acho - o Justin não tinha lançado o Believe Acoustic. Menti, foi em Janeiro lol

xoxo

by: Poli - @withsw4g

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Teardrops - Toda a verdade - Capítulo 14

"Se eu pudesse eu tiraria sua dor e colocaria em mim, pra te ver sorrir outra vez.Queria te abraçar quando você estivesse se sentindo só, queria pegar sua mão ao atravessar a rua , te dar um beijo na testa quando você dissesse que já voltava,queria ser teu motivo pra sorrir todas as vezes que pensasse em alguém, queria estar presente na tua vida, queria ser aquele que você mais precisa a toda hora, assim como você é pra mim."

- Desconhecido 



Na manhã seguinte, o sol adentrou meu quarto. Maldita cortinha aberta. Eu mal lembrava do que ocorrera na noite anterior, e como um estrondo de pensamentos, tudo veio a tona. A discussão, as mentiras... Eu não tinha orgulho de mim, não tinha orgulho de esconder tudo. Mas pouparia sofrimento e dor. Talvez. Com muita dificuldade vou me arrastando para fora da cama, amaldiçoando a maldita segunda-feira. Sigo até o banheiro e encarro o espelho. Estava cheia de olheiras, meus olhos inchados  Provavelmente chorei a noite toda, e o mais esquisito, enquanto dormia. Fui direto pro chuveiro. A água quente queimava minha pela, era uma sensação ruim, e ao mesmo tempo boa e revigoradora. Logo depois do banho, coloquei um jeans e uma regata preta por cima, deixei meus cabelos sotos e lisos. Coloquei uma bota cano-alto com cadarço, e fiz uma maquiagem pesada e desci.

Chegando lá em baixo, Cristine e Peter estava tomando café e rindo que nem uma família normal.
- Grace - disse Cristine entre gargalhadas - Essa piada é muito boa, quer ouvir?
- Não - eu disse seca me sentando e pegando uma maça.
- Nossa que mal humor, eu ouvi tudo ontem - gelei na hora, como assim ela ouviu?
- Do que você esta falando? - eu disse tentando esconder o espanto.
Peter não dizia uma palavra se quer, era estranho, eu sentia que estava perto da morte mais do que nunca.
- Você fala sozinha - ela finalmente disse, eu arqueei a sobrancelha - é  louca, eu já imaginava que era louca, agora eu tenho certeza. Você é estranha.... Sabe aquele filme? O sexto-sentido? você é o menininho que vê gente morta. Não me admiro nada com isso... Estava falando com a sua mãezinha? - Um ódio fervilhou dentro de mim na hora. Eu nunca fiquei com tanta raiva na vida, palavras nunca me machucaram tanto. Como ela pode falar da minha mãe? Nem quando Justin me provocou com isso eu fiquei tão irritada. 
Me levantei irritada, apoiando meu braços na mesa e fiquei com o rosto bem próximo do dela
- Nunca mais, nunca mais mesmo você ouse falar dela - eu disse apontando o dedo pra ela - Depois não diga que eu não avisei. - eu disse pegando uma faca e fincando na maça, pude vê la gelar. Me virei rumo a porta de saída  e peguei minha bolça que estava jogada no sofá e sai daquela casa, sem vontade nenhuma de voltar.
Mas, a fome me consumiu. Maldita hora que eu ouvi, pudia muito bem ter me feito de surda e fingir que não estava escutando nada. Mas, quando se trata dela, é impossível  A dor é maior, tudo é maior. E por mais que eu tente sempre vai ser assim.
Parei em uma padaria e comi qualquer coisa, antes de seguir meu rumo para a escola. Era algo entediante e as vezes, como uma criança eu ia contando os passos.
Eu ria de mim mesma, por breves segundos.
Ao avistar a escola, respirei fundo e adentrei no portão. Levantei a cabeça e vi todos os olhares pra cima de mim. Respirei fundo, e segui em frente. Não estava com saco pra aguentar essas pessoas hoje, na verdade não queria nem estar aqui, queria sei lá... ficar sozinha, comigo mesma. Pensando... Em como seria daqui pra frente, em como seria quando eu contasse toda a verdade. Eu tenho medo, medo do que pode acontecer, medo do que pode não acontecer. Eu fico todo dia com a duvida em minha mente, isso me tortura, isso acaba comigo. É como se uma parte de mim soubesse, la no fundo, que eu deveria contar, e a outra parte, dissesse, não, você não deve. E eu fico nesse dilema, sem saber ao certo o que fazer.
Resolvi voltar, dei meia volta e segui em direção ao portão. Eu não queria ficar ali, eu queria ficar sozinha, somente eu e eu mesma. Senti meu celular vibrar, logico que sabia quem era.
"Onde esta indo?" estava escrito. Pensei muito no que responder, pois no fundo nem eu mesma sabia para onde estava indo. "Não sei, só quero pensar..." Respondi e logo depois chegou outra. "Quer companhia?". Não queria, queria ficar sozinha. Era uma decisão difícil e se ele estivesse comigo só iria piorar. "Obrigada, mas preciso ficar sozinha" eu respondi com o coração doendo e logo "tudo bem" senti uma tristeza em suas palavras, respirei fundo e continuei fazendo meu trajeto. Segui até um prédio abandonado, e entrei nele. Subi até o ultimo andar, o superior e fiquei olhando a paisagem e pensando no que fazer. Claro que iria contar, ele era a pessoa que eu mais confiava, eu me sentia mal escondendo as coisas dele, era o que iria fazer, só precisava esperar... Esperar a hora certa.

(...)

Meu final de semana preferido, além dos Earnshaw estarem viajando, eu vou passar dois dias só com Justin, somente com ele e mais ninguém.
Estava aguardado a chegada dele, esse poderia ser o fim, mas tinha certeza que a partir de hoje minha vida iria tomar um rumo que jamais pensei que tomaria, era hoje, o dia que contaria toda a verdade, custe o que custar.
Quando ele chegou, subimos e me sentei na cama e fiz sinal para ele sentar do meu lado, respirei fundo, era agora ou nunca.
- Justin, tem tanta coisa inexplicada, que eu deixei sem lhe contar. Tanta coisa que você não sabe sobre mim e esta na hora de eu te contar toda a verdade.
- Do que você esta falando Grace?  - uma lagrima caiu de meus olhos.
- Tudo, desde meus 9 anos até hoje, tudo que eu escondi. O motivo pelo qual eu desconverso.  A história verdadeira por de trás do meu armário. Eu escondi por muitos anos, muitos anos e só Bea sabe a verdade.
- De que verdade você diz? eu não estou entendendo nada - eu mal contia as lagrimas.
Respirei fundo antes de começar novamente.
- Meu padrasto... ele.. ele ... - eu mal conseguia falar, era triste e ao mesmo tempo vergonhoso e nojento - ele... - eu não sabia como falar somente abaixei a cabeça 
- Ele abusa de você? - apenas assenti - O QUE? - ele disse e levantou da cama e ficou me olhando - FOI O QUE EU ENTENDI GRACE? ESSE FILHO DA PUTA FAZ ISSO COM VOCÊ? - eu não contia as lagrimas eu apenas assentia - EU VOU MATAR ESSE DESGRAÇADO GRACE, EU VOU MATAR - eu já chorava compulsivamente e Justin ficava andando de uma lado pro outro dentro do quarto repetindo: "eu vou matar esse desgraçado". Ele olhou pra mim e viu meu estado, se sentou e me abraçou.
- Shiuu... tudo vai ficar bem, eu prometo - por mais que eu quisesse acreditar, eu não conseguia. Não. Nada ia ficar bem, tudo só iria piorar. Eu sabia disso, mas eu não conseguia mais olhar pra ele escondendo isso, eu me sentia baixa, eu não me sentia verdadeira. - Você tem que denuncia-lo Grace, vem, vamos.
- NÃO - eu disse e ele se assustou - eu não posso.
- Por que não?
- Se eu o fizer, ele acaba com minha vida. Eu não digo comigo, e sim com todos. Ele foi bem claro, se eu denunciar ele mata todos ao meu redor só para me ver sofrer, e depois me mata. Por isso - eu chorava muito - por isso - eu já soluçava - que eu não tinha amigos, não tinha ninguém... Eu tenho medo do que ele possa fazer pra você... E Bea.... ela é minha melhor amiga e a gente não se fala... pois eu tenho medo... - Justin me abraçou forte - Lembra aquele dia que eu cheguei chorando na escola? - ele assentiu e me olhou supreso
- não me diga que.... - eu assenti
- foi a ultima vez - eu disse e abaixei a cabeça.
- A gente precisa denuncia-lo - ele disse se levantando
- Não - eu disse me levantando também - eu tenho medo, muito medo.
- Mas a policia vai lhe ajudar, você não pode continuar a viver assim
- Você não entende - eu disse chorando novamente
- não Grace, o pior é que eu não entendo. Mas, eu sei que você tem que denuncia-lo, é o melhor a fazer...
Eu negava com a cabeça
- Por favor, não faz isso você não sabe do que ele é capaz.
- e você sabe? - neguei com a cabeça
- só não diz nada pra ninguém, por favor. - eu disse de cabeça baixa e ele novamente me abraçou.
- desde quando isso acontece?
- Desde que eu tenho 9 anos - eu disse com a cabeça em seu peito.

JB POV ON

Minha vontade era de matar esse filho da puta, arrebentar a cara dele. Denuncia-lo, vê-lo pagar. Mas, eu não podia. Eu tinha prometido. Mesmo que tivesse vontade eu não podia.
Se eu pudesse eu pega toda a dor dela pra mim, vê-la daquela forma, era destruidor. A pior dor do mundo, eu não podia fazer nada pra ajuda-la, só abraçar.
- Cristine sabe disso? - peguntei ela somente negou com a cabeça e eu fiquei aliviado.
Eu queria fazer qualquer coisa pra deixar ela feliz. Mas eu não sabia  oque
- quando eu fazer 18 anos, ele se some daqui com aquela filha dele, e eu volto a ter essa casa e a minha liberdade, eu começo a viver. - ela disse e abriu um meio sorriso e respirou.
Eu me aproximei dela, e ela de mim. Beijei-a.

Grace POV ON

Um alivio, era isso que sentia. Um alivio e um medo, agora tudo podia acontecer. Agora, minha vida tomaria um rumo totalmente diferente. Eu sentia isso, eu sabia disso. Eu tinha medo disso, eu já não sabia mais o que fazer, o que sentir.
Agora uma nova Grace Linton ira nascer.

Continua....

Oi povo, então, esta chegando ao fim... Eu sei que vão chorar, mentira eu sei que não vão, mas esta no fim. E eu ainda não fiz a sinopse de "the race". Eu estou sem ideias. Eu e a Mayara estamos decidindo uma coisa, assim que decidirmos iremos avisar vocês. Ui adoro suspense.
Segunda-feira passada (8/4) foi meu aniversario :D viva eu :D  15 anos, sou ainda uma babe.
Meu primo da Bahia chegou, e eu não estou tendo muito tempo pra postar, fora que eu estava lendo fics loucas e escrevendo "the race" querem ver a capa?
Te altas coisas acontecendo comigo e eu quero contar :D chamem no twitter lol
bom vou encerrar por aqui se não, não paro mais hahahaha

xoxo

by: Poli - @withsw4g

Leiam também (e chorem com o final): Soul Rebel-Third Season

quarta-feira, 27 de março de 2013

Teardrops - Meu passado é o meu presente - Capítulo 13

"... é que as vezes eu acho melhor simplesmente sumir, esquecer do mundo, esquecer de todos. Me trancar no meu quarto e chorar que nem uma garotinha, chorar até não poder mais, e depois, dormir. Como se o choro fosse um sedativo, um sedativo pro coração."

- Poliana K. L.


Grace POV ON

- Chega de lágrimas - eu disse secando as que insistiam em cair e dei o melhor sorriso possível. Ele sorriu receoso de que se podia assim fazer. Apertei forte os olhos na tentativa de segurar as ultimas lagrimas. Fiquei olhando seu rosto, seus olhos lidos. Uma cor perfeita, um sorriso apaixonante. Tudo contribuía e o deixava perfeito. O seu cabelo espetado era a unica coisa que o deixava com um ar mais "rebelde". No fundo de seus olhos pude notar um olhar safado. "Come quieto". Conclui.
- Grace - ele chamou me despertando de meus pensamentos.
- O que foi?
Coloquei as mãos em seu rosto, virando completamente para mim, Nos encarávamos agora. O soltei e passei a costa da minha mão direita em seu rosto.
- Você é tão angelical - eu disse e ele riu me puxando para um beijo.
Lancei meus braços para trás de seu pescoço e fiquei brincando com seu cabelo.  O beijo foi quebrado com um barulho de portão abrindo. Dei um pulo do banquinho e corri para a janela. Entreabri um pouco a cortina e olhei para fora. Droga. Peter e Cristine haviam chegado. Precisava fazer alguma coisa. Precisava esconde-lo e só tinha um local para isso. Mesmo que me custasse perguntas que não estava pronta para responder.

JB POV ON

Grace estava assustada. Eles haviam chegado e ela precisava me esconder. Mas onde?
Ela me guiou até o banheiro.
- Grace, achoque aqui não é um local propicio - eu disse confuso.
- Fica quieto, eu sei o que estou fazendo 
Ela abriu a porta e eu a segui.
Ela foi até um canto. Como assim? Tinha uma porta lá. Ela revirou uma gaveta tremula e pegou uma chave.
Abriu a porta e me empurrou para dentro.
- Não ligue a luz - ordenou e eu assenti, sem entende-la. Ela trancou a porta, e pude ouvir ela passando a chave.
Não havia um sinal se quer de iluminação que pudesse vir de fora. Tinha um odor de mofo. Aquilo deveria estar trancado a muito tempo.
Pude ouvir Cristine adentrar no quarto.
- Oi maninha - Cristine disse irônica.
- O que você quer? - disse Grace grossa.
- Dar oi - ela disse como se fosse obvio.
- Cade o seu pai? - Ela perguntou
- Nosso pai esta na rua falando com um amigo.
- CALA BOCA - Grace gritou - ELE NUNCA SERA MEU PAI.
Parei de prestar atenção na "conversa". Só ouvia murmurinhos. Peguei meu celular para iluminar o local.
Haviam muitas prateleiras e também manequins com vestidos de balet. Troféus de piano e de dança, tinha um de miss mirim, haviam muitos. Eles estavam empoeirados e etiquetados. Passei a mão pra lindar o pó das etiquetas para poder ler. Todas era me "campeã de musica ano tal..." e mudava para dança e tinha um troféu com uma faixa "Miss Mirim de Toronto" e logo ao lado uma etiqueta com "Miss Mirim do Canadá" mas, não havia nada lá. Ela havia perdido? Iluminei mais algum canto onde estava cheio de roupa de criança. Aquele era o antigo closet dela, só podia ser. 
Escutei a porta sendo aberta e escondi o celular. Grace me chamou e eu sai.
- Você tem de ir - ela disse- Cristine esta no banho e Peter ainda não chegou. Não temos tempo.
- Me diz o que são aquele monte de troféus la naquele closet? - eu disse e ela caiu sentada na cama sem expressão.
- Nada - foi o que ela disse 
- Eu já entendi Grace - eu disse
- Você não podia ter feito isso comigo - ela elevou a voz e eu não entendi - Eu disse para você não acender a luz 
- Não. Eu acendi o celular.
- Foda-se, eu confiei em você - ela disse se levantando.
- Eu já sei Grace. Não é por sua mãe. Você é assim obscura porque fracassou no passado. E parou com piano, balet e tudo. - eu praticamente cuspi as palavras em cima dela
- Não, não tem nada haver isso - nós já gritávamos 
- Ah não? Então o que é? - disse meio irônico.
- Não estou pronta para dizer. Você precisa ir - ela disse cabisbaixa
- Você vive muito no passado - eu disse controlando a voz e negando com a cabeça
- Meu passado é meu presente - ela disse e eu pude vê-la chorando. Fui até ela e a abracei.
- Desculpa - eu disse, me sentia mal por faze-la chorar.
- Tudo bem - ela disse triste - Agora você tem que ir. - ela disse e eu assenti - Pela janela, não quero correr o risco de Peter te ver.
- Tudo bem - eu disse e ela me selou.
- Te amo - ela sussurrou, sorri em resposta e fui em direção a janela.

GRACE POV ON

Justin foi embora e eu não pude conter as lagrimas, tudo voltava em flashes. 

Flash Back ON

- Mamãe, não me deixa - eu chorava debruçada em seu corpo ensanguentado. Os paramédicos haviam chego e me arrastaram do corpo dela. Eu não pude acompanha-la, mas, já sabia que ela já estava sem vida.
Bea chorava baixinho enquanto eu soluçava. Ela veio até mim e me abraçou, apesar da pouca idade ela me consolou da melhor maneira possível.
O enterro dela foi horrível. Costumávamos imaginar o futuro. Eu sendo uma tocadora de piano. Mas, eu não conseguia mais tocar. Eu lembrava dela a cada tecla tocada.
Com o tempo, abandonei meu closet deixando do jeitinho dela. Nunca entrava lá. Havia um buraco em meu peito, e sempre que me lembrava dela a dor era insuportável.
Substitui todas as minhas roupas por preto. Não só de luto por ela, mas sim por mim. Eu havia morrido junto com ela. Eu era uma morta viva.

Flash Back OFF


Continua....

Oeeeeeeee - ala Silvio Santos - fala povo. Como vocês estão? Sentiram saudades?
Eu sei que ficou meio paia esse capitulo mas eu precisava dela pra esclarecer certas coisas. Os próximos capítulos vão ter mais revelações e logo, logo vão saber quem é o assassino ou assassina da mãe da Grace.
Eu sei que ficou pequeno também e tals...
A frase do inicio fui eu que inventei. Legal né? kk lol
Gostaram do novo design do blog? Deu certo trabalhinho ainda mais que a Mayara não gostou do banner e eu tive que fazer outro lol.
E sobre "The Race" talvez, só talvez eu possa postar a capa, ou um trechinho. Ainda não esta bem definido quem vai ser a personagem, mas provavelmente a "Nicola Peltz". Vocês provavelmente não conhecem. Ela esta no clipe "7 things" da Miley e esta no filme "O ultimo mestre do ar". Coloquem la no google. E me digam oque acham dela e tal.
E tipo aquele negocio que eu coloquei no final do outro capitulo sobre ouvir, é coisa minha eu costumo ouvir muitos problemas e aprendi que não preciso falar nada...

Pra ler no anime aqui.

Continua com 7

ask me.


by: Poli - @withsw4g



sexta-feira, 15 de março de 2013

Teardrops - Só escute - Capitulo 12

"Se você olhasse para o céu, viria seu brilho por um instante. Depois, nada. Eu me perguntava como seria morrer. Era que nem dormir ou que nem acordar? Era o fim do tempo? Ou o tempo continuava para sempre?"

- A Menina que fazia nevar (Grace McCleen)




Hoje, era um dia feliz. Cristine e Peter haviam saído de casa e eu iria ficar sozinha o dia todo, eles voltariam só a noite. O melhor sábado da minha vida, com certeza. Ainda mais se Justin viesse passar o dia comigo.

O dia estava muito bonito. Pássaros cantavam, os raios solares iluminavam toda a casa, parecia coisa de cinema. 
Abri toda a casa aproveitando o lindo dia. 
Olhei pela janela do quarto de trás, a piscina. Nossa, fazia anos que eu não ia até lá.
Sorri pra mim mesma e desci correndo as escadas, mal lembrava de como era a sensação daquela aguá geladinha no meu corpo.
Tirei meu tênis jogando em qualquer canto, e junto com ele minhas meias e me joguei de roupa dentro da piscina.
Aquela aguá no ponto ideal.
Mal me lembrava como se nadava mas quando meu corpo atingiu a aguá parece que tudo voltou. Cruzei a piscina e fui até o fundo tocando o chão e me sentando lá, soltando o ar aos poucos. A algum tempo atrás, esse seria o momento ideal para mim acabar com minha vida de uma vez. Mas, agora as coisas são tão diferentes. Já ficando sem ar subi até a superfície e me sentei na borda olhando meu reflexo na aguá, que se mexia por causa do vento. Toquei a aguá com meu dedo fazendo um movimento circular. Eu parecia uma criança, me levantei e segui até em casa. Entrei molhando tudo. Coisa típica de criança só faltava minha mãe mandando eu ficar fora de casa enquanto ela pegava um toalha para mim não molhar a casa.
Fui até meu quarto e fui pro banho.
Coloquei uma roupa que eu normalmente não usaria na escola porque iriam me chamar de coisas malucas mesmo eu amando esse look.
Já estava na hora do almoço. Pedi alguma coisa qualquer porque não estava afim de cozinhar. Mais a tarde liguei pedindo pro Justin vir até aqui.
A campainha tocou e eu desci as escadas que nem uma maluca, esbarrando em tudo que estava no caminho, atendi a porta ofegante.
- Nossa o que aconteceu - ele disse rindo do meu estado, cabelo todo espantado e no rosto, e eu estava comendo um pouco dele pra variar.
Eu ri
- Nada, sabia que era você. - eu disse indo pra beija-lo. Passei os braços pelo pescoço dele e ele sorriu no meio do beijo.
- O que foi? - eu disse encarrando seus lindos olhos
- Nada... - ele disse - Sera que posso entrar? - ele disse fazendo uma careta engraçada, ai me lembrei que ele ainda estava fora de casa, eu ri
- Claro - eu disse arrastando ele pela mão
- Nossa faz tempo que não venho aqui - ele disse olhando tudo.
Eu dei um meio sorriso e puxei ele escada acima
- Onde ta me levando - ele perguntou com um sorriso safado no rosto
- Meu quarto - o sorriso ficou mais safado - hey - eu disse dando um tapa nele - aquele é meu lugar no mundo, não pense nada de mal sobre ele ok - eu disse e ele riu e assentiu.
Entramos no quarto e vi que ele analisava cada detalhe
- O que foi - eu perguntei - porque olhando assim?
- Interessante - ele disse - é um quarto normal, sem pessoas decapitadas e símbolos de bruxaria - dei um cotovelada nele
- Cala boca - eu disse e ele riu.
Ele se jogou na cama - macia - ele disse com um sorriso de folgado no rosto. 

JB POV ON

Eu não estava acreditando no que estava acontecendo. Parecia um sonho, eu nunca imaginei estar nessa posição com ela um dia. Pensei que ela sempre faria a linha de difícil  de anti-social mas não era nada assim.
Estava fitando o teto e o silêncio era perceptível. 
Quando menos espero ela deita por cima de mim e encosta seu queixo em meu peito e fica fitando meus olhos.
- o que foi? - eu perguntei 
- Nada, só queria... olhar pra você. - ela disse sem tirar os olhos dos meus olhos. Sorri e ela se aproximou e juntou seus lábios nos meus - te amo - ela disse sem separa-los. 
- Eu também te amo - eu disse olhando para aqueles olhos dela e ela sorriu.
Ela se aconchegou e deitou do meu lado abraçada com meu corpo.
Eu tinha ela em meus braços, eu sentia ela no barulho de sua respiração, em cada piscar de olhos, em cada sorriso, eu sentia ela sempre e mesmo sem dizer uma palavra eu sabia tudo que ela queria dizer, eu não precisava de uma palavra para te-la comigo, pra saber se estava tudo bem. Em tão pouco tempo eu já conhecia grande parte dela, só não conhecia tudo porque ela não queria. Por algum motivo ela não queria. Eu não iria insistir. Olhei a frente e no canto perto da janela tinha um piano.
- Eu lembro quando saímos pela primeira vez que você me disse que sabia tocar piano, e disse também que poderíamos tocar juntos - eu disse e ela se levantou me olhando
- Não, eu disse que sabia e você se ofereceu pra tocar junto. - ela disse sem tirar os olhos dos meus.
- E você, gostaria de tocar comigo? - perguntei e ela sorriu.
- Você sabe tocar?
- Sim - eu disse sorrindo 
- Então vem - ela disse levantando da cama e indo em direção ao piano.
Ela se sentou em um banquinho almofadado e puxou um pra mim.
- Prove que sabe tocar -ela disse com um olhar ameaçador
Sorri pra ela.

Grace POV ON

Ele disse que sabia, e eu queria ver se era verdade. Logico que era por que diabos ele mentiria?
Ele se aproximou do piano e tocou a musiquinha do "Mario" e eu cai na gargalhada
- O que foi? eu disse que sabia - ele disse debochado, dei linguá
- Eu to falando de tocar pra valer
- E isso não é tocar?- balancei a cabeça e ele me puxou pra mais perto e me beijou.
- Vamos tocar pra valer? - ele disse sem desencostar os nossos lábios.
- Vamos - eu disse 
Revirei minhas partituras.
- Eu escolho - ele disse tomando elas de minhas mãos.
- Essa - ele disse depois de escolher, eu congelei ao ler no inicio da pagina "quebra-nozes", não contia as lagrimas e o abracei.
- Obrigada - eu sussurrei em seu ouvido e ele sorriu.
Começamos a tocar, ele levava muito jeito, mas era evidente que ele não sabia direito essa sinfonia mas o jeito dele tocar em cada tecla era doce e exitante ao mesmo tempo.
Ele mantinha o rosto vidrado na partitura e eu não conseguia parar de olha-lo, eu sabia aquela sinfonia de cor então ficar olhando pra ele não me atrapalhava nem um pouco, fiquei perdida nele e errei uma nota. Ele parou e me olhou
- Depois diz que sabe tocar - ele disse rindo
- Idiota - eu disse dando linguá e ele tentou morder - hey - eu disse e ele me puxou para um beijo.
- Justin - chamei
- O que? - ele disse com uma cara super mordível
- Eu tenho uma coisa pra falar pra você... - já sentia meus olhos marejando
- o que foi?
- é sobre... é sobre... minha mãe - eu disse e fechei os olhos de cabeça baixa
- hey - ele disse me abraçando - eu estou aqui, nunca se esqueça 
Assenti e ele secou uma lagrima que insistia em cair.
- Ela... Ela... Foi... Assassinada - eu disse e pude ver a expressão de pânico em seu rosto
- O que? - ele perguntou assustado e engoliu em seco - ass. assaa... assassinada? - ele estava assustado não era pra menos
Assenti.
- Sabe, vou te contar tudo...
ele assentiu
- Minha mãe sempre foi uma mulher batalhadora, me criou sozinha. Eu não conheço meu pai e nem faço questão. Quando minha mãe e ele estavam juntos, minha mãe descobriu que ele tinha outra familia, mas era tarde de mais ela engravidou de mim. E ela mandou ele escolher entre as duas familias... Não preciso nem dizer que ele escolheu a outra. Ele nunca soube eu acho da gravidez dela... Porque ele nunca me procurou nem nada...- respirei fundo e continuei - ela me criou sozinha até ela conhecer meu padrasto quando eu tinha uns 8 anos. Eu odiava e odeio ele e filha dele. Ela sempre quis tudo que foi meu e eles tomaram meu espaço, a filha dele queria meu quarto queria tudo, eu chorava noite e dia. A unica coisa que me deixava feliz era ela... Até o dia que ele foi assassinada....

Flash Back ON

- Bea, vamos brincar la na sala? Não quero mais ficar aqui fora... 
- Vamos Gra.... - ela disse e seguimos com nossas bonecas pra dentro de casa.
Nos sentamos no chão e voltamos a brincar. 
La fora, o tempo começou a fechar e estávamos com um pouco de medo por causa dos relâmpagos e barulhos. Mas o pior estava por vir.
- VOCÊ VAI SE ARREPENDER, NEM QUE SEJA A ULTIMA COISA QUE EU FAÇA NA MINHA VIDA, VOCÊ VAI PAGAR CARO POR TER DESGRAÇADO A MINHA VIDA, VAI SE ARREPENDER DE TER CRUZADO MEU CAMINHO -  eram gritos da minha mãe o que me deixava mais assustada.
Ela estava descendo as escadas, chorando muito. Eu e Bea nos escondemos embaixo de uma mesinha que dava pra olhar tudo na frente da escada. 
- Shiiu - eu falei pra ela e que assentiu e ficamos espionando.
Só vi um vulto e nada mais.
Eu vi, eu vi... Eu vi aquela bala rasgar o peito dela como alguém rasga um papel. Os olhos dela fixaram em um ponto só e o corpo dela foi ficando mole e ela caiu...
- MAMÃE - eu gritei e sai correndo para junto dela.
- Gra.. Grace... Eu te amo - ela disse - eu também te amo mamãe - eu disse abraçando seu corpo, ela mal correspondeu ao meu abraço e eu senti que ela já não estava mais presente.

Flash Back OFF

- Eu tinha 9 anos. O ultimo ano tinha sido um inferno e tudo só piorou depois que ela partiu. - eu chorava muito e Justin em abraçou.

JB POV ON

Eu não sabia o que falar, o que fazer. Nunca pensei que tinha sido algo desse tipo. Ela viu a mãe morrer na frente dela e não pode fazer nada pra impedir. Eu não sabia o que falar mas tinha aprendido uma coisa na minha vida que é mais o menos assim: Quando as pessoas contam uma história triste sobre a vida delas, ou algo que esta acontecendo e você não sabe o que falar. Não fale nada! Só escute. Isso é o melhor que você tem a fazer.


Continua...

Fala povo. Eu sei que demorei um seculo pra postar, mas espero que esse capitulo tenha compensado a demora. Era pra ser maior mas dividi em dois capítulos esse acontecimento.
Então, você sempre sonhou em postar IB em um blog? Então sua hora chegou. Um blog incrível da bitch Venas abriu vagas pra moderação. Corram la. 

Leitoras antigas, vocês lembram de Sexy Love que eu escrevia com a Mayara? Sei la estive lembrando dela esses dias. Deu a louca na Mayara e ela estava pagando as postagens do blog, todas as postagens dela ai ela apagou "o amor esta em jogo" e eu mandei ela apagar "sexy love" a gente nem tinha terminado de escrever mas sei la... deu vontade hahah vocês lembra? Só pra saber mesmo hahahah

Já estou escrevendo a próxima fic. O nome provavelmente vai ser "The Race". Falo mais nada.
Então, a fic que vou divulgar hoje é de uma leitora. Ela escreve 2 e as duas são incriveis.
Confira logo ai em baixo.
(Assistam "Assassino a preço fixo" pra entrar no clima de "com quem me casei?")

Continua com 7 comentários

Comentem & Marquem

Beijos

by: Poli - @withsw4g


PS: quer sua ib/fic indicada? deixem nos comentários, se eu gostar da sinopse eu mesma começo a ler a fic :D

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Teardrops - Era o dia mais triste do ano - Capítulo 11

"No amor desesperado, nós sempre inventamos os personagens dos nossos parceiros, exigido que eles sejam o que precisamos que sejam, e depois ficando arrasados quando eles se recusam a desempenhar o papel que nós mesmos criamos."

Comer, Rezar, Amar (Elizabeth Gilbert)



Eu estava muito feliz, mesmo sem querer eu encontrei alguém que eu podia amar sem medo. Eu não tinha medo do amanhã e nem do hoje, não me importava com o que podia acontecer o que importava é que eu estava feliz e palavras nunca seriam suficientes para demonstrar minha felicidade cada vez que eu estava ao seu lado. É como se uma parte de mim que a muito tempo havia morrido, voltasse a vida pra me fazer feliz e me fazer sorrir. Meus sorrisos eram mais verdadeiros do que eu própria eu era feliz todos os dias.
Ele não entendia do porque eu não queria chegar com ele na escola e não queria que nos vissem, mas era melhor eu disse que era por causa de Cristine, e ele entendeu que era por causa do rolo que eles tiveram no passado.
A cada dia que passava eu estava mais apegada e mais apaixonada por ele, se eu não falasse com ele meu dia era triste e longo se eu falava com ele eu ficava feliz pro resto do dia e o tempo voava sempre que estava junto dele.
Mas, os dias foram passando. E chegou o dia mais triste do ano. Faziam 8 anos que ela havia partido, e sempre era um dia difícil pra mim, podia fazer tanto tempo assim mas eu vivia num completo luto por ela. 
Eu ia ao cemitério nesse dia e la era somente eu e ela e mais ninguém, nesse ano não seria diferente.
Tomei banho, sequei meu cabelo que deixei com ondas, coloquei uma meia calça preta e um vestido preto coladinho, uma jaqueta de couro preta por cima uma bota e um gorro cinza. O dia fazia frio todo ano.
- Onde você vai? - disse Peter assim que desci as escada.
- ver minha mãe.
- Ok, vou com você
- Não vai não
- Ela era minha esposa
- E minha mãe.
- Eu amei ela.
- Não quero saber se amou ou não amou, hoje é um dia triste pra mim, você nunca vai ver ela não tem que ir lá hoje, é meu momento.
- Idiotice
- Idiotice é você ainda viver aqui e dizer que somos uma "família"
- Somos uma família.
- Eu não tenho família, agora me deixa em paz e faz o favor de não aparecer lá.
Disse e sai de la quase chorando.
Senti no meio fio, na esquina de casa em prantos, e liguei pro Justin.

JB POV ON

O meu celular estava tocando, era Grace, ela quase nunca me liga. Deve ter acontecido alguma coisa.

- Oi - eu disse
- Oi - ela disse
- O que aconteceu?
- Vem me buscar? - sua voz saiu quase como um sussurro
- Tudo bem... Onde você esta?
- Na esquina de casa 
- ok, chego ai em 20 minutos.

Eu estava muito preocupado não fazia ideia do que estava acontecendo, mas era grave.
Peguei as chaves do carro e sai. Era meio longe a casa dela da minha mas eu sentia que era grave então não tive dó de pisar.
Cheguei lá nos prometidos 20 minutos, ela estava sentada no meio fio com as mãos no rosto. Ela estava chorando. 
Desci do carro e fui até ela, ela olhou pra mim, seu rosto estava inchado. Eu a abracei e senti a dor que ela estava sentido.
Abri a porta do carro sem dar uma palavra e ela entrou.
Entrei no carro, não sabia pra onde ir.
- O que houve? - perguntei receoso
- Hoje... Hoje... - ela gaguejou - hoje faz 8 anos que ela se foi.... Me leva no cemitério?
- Claro - eu disse ligando o carro e dando partida.
- Eu sei, faz tanto tempo mas pra mim, parece que foi ontem que... - ela não completou a frase
- que?
- Nada não 
- Tudo bem - não iria insistir em algo que ela não queria falar.
O caminho foi silencioso  Grace olhava pela janela perdida em pensamentos. Eu sei que o que ela estava sentindo era ruim, eu sei como ela estava sofrendo. Só de olhar pro rosto dela você via que não estava nada  bem.
Quando chegamos eu desci antes e abri a porta pra ela, que continuava silenciosa.
Acionei o alarme a segui, até o local onde a mãe dela estava enterrada.
Chegando no local, ela sentou perto e ficou em silêncio só olhando, ela estava pensando.
Sua respiração estava atrapalhada por causa dos soluços e das lagrimas.
- Você quer ficar sozinha? - perguntei
Ela negou com a cabeça - por favor fica aqui comigo
- Tudo bem
- Eu me sinto tão só desde que ela se foi, ela era tudo pra mim, minha unica família e agora me sinto tão só nesse mundo.É como se uma parte de mim tivesse morrido junto com ela.
- entendo - eu disse sem saber o que dizer
Ela negou - não, você não entende e eu não te culpo. 
Fiquei em silencio a olhando
- Se eu pudesse voltar no tempo tudo teria sido diferente - eu não havia entendido. O que ela poderia ter feito?
- Minha vida mudou completamente, eu fiquei sem rumo. Eu vivo um eterno luto e só uma coisa vai mudar isso
Mesmo com medo, perguntei
- O que?
- Justiça - ela disse se levantando e secando suas lagrimas.
Eu fui e a abracei suas lagrimas molharam minha blusa, ela chorava muito.
- Vamos - ela disse com a voz vacilando
Assenti e fomos até o carro.
- Você quer ir pra casa?
Ela negou
- Tudo bem - eu disse dando partida no carro e seguindo pra minha casa.
Eu não sabia pra onde ela queria ir, então fui pra minha casa.
Quando chegamos eu disse pra ela esperar no carro ela apenas assentiu.
- Oi filho - Pattie disse
- Oi mãe, eu trouxe Grace aqui hoje, não é uma boa hora pra apresentações mas eu não sabia onde leva-la. 
- Por que não é uma boa hora pra apresentações?
- Hoje - não sabia como dizer - hoje faz 8 anos que a mãe dela morreu.
Ela colocou as mãos na boca
- Coitada.
Assenti - ela só não queria ir pra casa, e eu não queria criar um momento constrangedor.
- Fez bem
- Vou busca-la.
Ela assentiu e eu sai
Fui até o carro, Grace havia descido e estava encostada no capo.
- Vamos?
- Sim.
Abracei ela de lado e entramos em casa.
- Grace, essa é minha Mãe Pattie, Mãe essa é Grace
- Prazer querida - disse minha mãe indo cumprimenta-la com um abraço
- O prazer é meu - disse Grace tentando mostrar-se feliz mas sua voz e seus olhos a entregaram 
- Eu sinto muito - Pattie sussurrou pra ela 
- Tudo bem - Grace disse tentando conter as lagrimas.
- Vamos?
Eu disse e ela assentiu
A arrastei pro meu quarto antes da casa ficar alagada, se Grace chorasse mamãe iria chorar e já viu quando duas mulheres começam a chorar não param mais.
- Sua mãe é um amor - ela disse com os pensamentos longe.
- Sim, ela gostou de você
Ela deu um sorriso menos triste do que antes.
Seu corpo estava ali mas ela não.
Ela sentou na minha cama e pegou um livro que estava no criado mudo.
- É sobre sua mãe? - ela perguntou
Assenti - conta a história dela, como me teve e coisas assim, quer levar pra casa pra dar uma olhada?
- Posso?
- Sim.
- Adoraria - ela disse dando ombros.
Sorri.
Com o tempo sua expressão de tristeza sumia, quando ela sorria mas logo voltava. Como se por um instante ela esquece tudo mas logo depois lembrasse. 

Grace POV ON

Era o dia mais triste do ano, mas eu estava com ele me apoiando a cada instante. Quando via, esqueci um pouco mas logo lembrava de tudo novamente. Ficava perdida em pensamentos. Que nem dei conta Justin me chamando
- Grace, Grace, Grace - ele disse por ultimo mais alto estalando os dedos na minha frente.
- Hmm - eu disse
- Você não ouviu nada do que eu disse não é mesmo?
- Desculpa.... Se quiser repetir tudo bem eu vou prestar atenção agora
- Não, deixa quieto não era importante.
Me levantei.
- Justin eu vou indo
- Ok, vou te levar.
- Não precisa eu vou de taxi
- Que é isso eu te levo
- Já te aluguei muito por hoje
- Não me importo gosto de ficar com você
- Por favor...
- Tudo bem se você prefere assim;
Me despedi de Pattie e chamei o taxi, Justin ficou esperando o taxi e quando ele chegou ele esperou o taxi desaparecer na esquina antes de se dirigir pra dentro de casa.
(...)
Eu fiquei me perguntando. O que sera que ela viveu pra escrever um livro?
Eu estava tão curiosa que comecei a ler assim que cheguei em casa. E se eu contar que terminei no dia mesmo de ler... Era incrível o que ela tinha passado me sentia culpada de esconder muitas coisas dele e estava decidida se eu sabia a história da mãe dele, por que ele não podia saber a história da minha?

Continua....

Vamos começar a ter revelações preparadas?
Criei uma conta no anime e to postando teardrops lá também, não se preocupem não vou abandonar aqui, é só uma forma de divulgar mais a fic.

Eu sou  Little Rebel porque ninguém brilha mais do que eu.

Continua com 7

Beijos

- Poli - @withsw4g

Leiam também: Soul Rebel 2ª temporada*



P.S: Deixe sua fic nos comentários pra ser divulgada no próximo capitulo.